Mesmo antes de a pandemia de Covid-19 afetar profundamente todos os aspectos de nossas vidas, o ensino a distância (EAD) já vinha apresentando crescimento considerável (tanto no número de alunos matriculados como no de instituições oferecendo cursos nessa modalidade). A tendência agora é de um aumento ainda mais acentuado, considerando as inúmeras restrições causadas pela pandemia e a diminuição do poder aquisitivo das famílias.
No intuito de lançar algumas luzes sobre o cenário atual e as tendências que ele alimenta, preparamos um breve estudo para munir de dados concretos os estudantes que estão se preparando para as provas de vestibular nos próximos anos, e assim enriquecer o debate.
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O EAD em números
Os dados do último Censo da Educação Superior divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostram que o Brasil possui aproximadamente 8,4 milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação no Ensino Superior.
Em 2018 (o Censo de 2019 ainda não foi divulgado), um em cada quatro (ou 24,3%) destes 8,4 milhões de estudantes estavam matriculados na modalidade EAD. Se olharmos os números relativos ao ingresso no ensino superior, a presença do EAD se mostra ainda mais relevante, visto que 4 em cada 10 estudantes que ingressaram no ensino superior escolheram o EAD em 2018 em detrimento do ensino presencial.
O EAD alcançou pela 1ª vez a marca de 2 milhões de alunos, o que significa um crescimento de 17% em relação a 2017. Enquanto isso, o número de ingressantes em cursos presenciais de graduação foi o menor dos últimos sete anos.
Em 2018, 2,07 milhões de alunos se matricularam em cursos de graduação presenciais, número maior do que os 1,91 milhão de 2011, mas 2% menor do que os 2,15 milhões de alunos que se matricularam em 2017. A velocidade de crescimento do EAD no Brasil é digna de nota e, de 2011 para cá, a modalidade cresceu mais de três vezes, passando de 431,5 mil para mais de 1,37 milhões de calouros em 2018.
Nos cursos de graduação tecnológicos este padrão é ainda mais acentuado e, desde 2018, o número de matrículas já superou o número das mesmas observado no ensino presencial.
As instituições particulares de ensino são as principais responsáveis por este crescimento. No ano de 2018 cerca de 2,86 milhões de estudantes ingressaram em redes de ensino particular e, deste total, 45,7% (ou algo como 1,31 milhões alunos) ingressaram em cursos de EAD. O Censo mostra também que existem 2,537 instituições particulares de ensino superior no país e, destas, apenas 244 oferecem cursos na modalidade EAD.
É interessante notar que a taxa de evasão observada nos cursos de EAD é de 62,2%, o que não é muito superior à taxa de 55,6% de evasão observada no ensino presencial. Estas taxas de evasão semelhantes mostram que os alunos que ingressam no EAD estão tão engajados em seus respectivos cursos quanto os alunos do ensino presencial, o que pode soar contra-intuitivo para educadores mais habituados ao ensino presencial.
Número de vagas disponíveis e alunos matriculados
O número de vagas disponíveis em cada modalidade de ensino varia de forma bem diferente do número de estudantes que ingressam. Isto ocorre porque é muito mais simples para os cursos de EAD aumentarem a infraestrutura para abrir novas turmas, visto que os custos para aumentar a capacidade das salas virtuais é bem menor do que o custo de construir novas salas de alvenaria para o ensino presencial.
Com isso, hoje em dia já existem mais vagas abertas para o EAD no Brasil do que para o ensino presencial. A tendência é que essa diferença de vagas aumente cada vez mais e que os cursos a distância sigam evoluindo a cada ano.
É isso ae meu povo, foco nos estudos e boa prova =)

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