O que vem pela frente?
Você está preocupado com o avanço da robótica e da inteligência artificial e quer saber quais profissões estão em risco de substituição? A MeuFuturo te ajuda!
Nós não temos como adivinhar o futuro, claro. Mas consultamos diversos levantamentos feitos por especialistas e, a partir deles, nós tentamos ilustrar com exemplos quão grande será este movimento. Anestesista
Pode ser surpresa para você, mas entre as profissões com extinção prevista para as próximas décadas está a de anestesista. Se você pensou que isso pode estar relacionado à robótica, pensou certo. A Johnson&Johnson, empresa do ramo da saúde, desenvolveu o robô “Sedasys”, capaz de anestesiar com sucesso pacientes que serão submetidos a tratamentos de menor complexidade em clínicas e hospitais.
A diferença de custo operacional entre um robô e o ser humano é gigantesca. Em hospitais americanos onde os testes foram feitos, por exemplo, o custo médio de um anestesista é de US$ 2.000 por procedimento, enquanto que o custo médio do robô é de apenas US$ 150.
Embora ainda em estudo, o fato de haver similaridade de eficiência e uma grande diferença de custo indica que no futuro as anestesias serão efetuadas com o auxílio dos nossos amigos de lata.
Bibliotecário
Nos dias de hoje o conhecimento não está mais restrito às páginas impressas dos livros que lotam as estantes das bibliotecas. A internet vem democratizando o acesso à informação. Hoje as informações são encontradas em questão de milésimos de segundo em buscadores como o Google. Toda a informação de que se precisa está a poucos cliques de distância.
Até mesmo quem deseja ler um livro não precisa mais se deslocar até uma biblioteca. Hoje em dia o seu livro favorito pode ser baixado em um loja virtual por uma fração do preço do livro em papel.
Com essas facilidades, são poucas as pessoas que têm saído do conforto do lar para ir até uma biblioteca. Na internet não há prazo estipulado para a devolução, com multas associadas. Diante dessa realidade, não é surpresa que a profissão de bibliotecário apareça na pesquisa realizada pela Universidade de Oxford com 99% de probabilidade de extinção.
Piloto de avião
Não é de hoje que a aviação se vale da tecnologia para auxiliar o piloto. O piloto automático comanda a aeronave a maior parte do tempo, e o ser humano assume o controle quase que exclusivamente na decolagem e aterrissagem.
Aviões totalmente autônomos já estão em fase de testes, e a tendência é que sejam realidade no futuro próximo. Essas aeronaves eliminarão falhas humanas e estima-se que seriam responsáveis por uma economia de mais de US$ 35 bilhões.
Motoristas em geral
Não é surpresa que os motoristas, sejam eles taxistas, caminhoneiros ou motoristas de ônibus, estejam entre as profissões em extinção. Os avanços nas pesquisas com carros autônomos são nítidos e são noticiados em revistas e jornais há vários anos.
Os acidentes causados por falhas humanas também são um fator a ser levado muito seriamente em conta. De acordo com a OMS, no último ano cerca de 1,35 milhões de pessoas perderam a vida em acidentes automobilísticos, além de um balanço de mais de 50 milhões de feridos. A grande maioria destas vidas teria sido poupada se os carros autônomos já estivessem circulando entre nós.
Nas próximas décadas, carros para o transporte de passageiros poderão não precisar mais de motoristas humanos. Assim como no caso dos pilotos de avião a economia disso resultante está na ordem dos bilhões de dólares. Recrutador (RH) A Inteligência Artificial (IA) é capaz de atividades cada vez mais complexas, e no futuro poderá inclusive fazer a seleção de talentos para as empresas. Os algoritmos serão capazes de avaliar o perfil de um candidato analisando currículos e informações de todo tipo disponíveis na internet, como fotos, vídeos e publicações em redes sociais.
Além disso, no futuro os dados profissionais devem ficar armazenados em uma base de dados Blockchain, criando um sistema de review público. Assim, a IA utilizará mineração de dados, aprendizagem de máquina (machine learning) e modelagem preditiva para chegar aos perfis ideais de candidatos para cada vaga, dispensando a necessidade de um recrutador para realizar essa análise.
Existe uma infinidade de outros exemplos, como advogados que pesquisam jurisprudência, médicos responsáveis pela leitura e interpretação de exames ou engenheiros de minas que fazem levantamentos topográficos para acompanhar o desenvolvimento das lavras.
Porém, se fossemos nos aprofundar no tema, precisaríamos de milhares de páginas e ainda assim não seria possível tratar o tema de modo exaustivo.
O que fazer então?
Nos dias de hoje nós ainda temos um pensamento parecido com o pensamento dos nossos pais e achamos que teremos somente uma profissão ao longo de toda nossa carreira. Mas o futuro é mais líquido que isso, e para estarmos preparados, nós devemos entender que o mundo do séc. XXI é o mundo VUCA. Neste novo mundo a mesma pessoa terá diversas profissões ao longo da sua carreira.
O caminho então é se preparar para o futuro com uma nova visão de carreira. Uma visão de aperfeiçoamento constante e de mobilidade.
Hoje a sua faculdade determina muito pouco da sua carreira. O que determina sua carreira são as escolhas que você faz e os caminhos que você escolhe! E principalmente, é o quanto você se dedica a aprendizagem continua. Hoje não basta estudar uma profissão na faculdade, mas sim seguir estudando ao longo de toda a carreira.
É isso, foco nos estudos!






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